<$BlogRSDUrl$>

Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quinta-feira, julho 13, 2006

Arlindo, o gay homófobo - 8º episódio

Alguns minutos depois, Arlindo lá conseguiu entrar com Ruben para dentro de um táxi, no Largo da Misericórdia.
“Tens a certeza que não queres passar por um hospital ou uma farmácia?”, perguntava Arlindo.
“Não, agora estou bem.”, respondia um Ruben quase lívido.
“Ó chefe!”, interpelava o taxista, olhando Arlindo pelo retrovisor, “o seu amigo que não me vomite a merda dos estofos senão tenho que aturar o patrão a foder-me a paciência! Desculpe lá eu dizer isto, que nem é por mim, mas o filha da puta do patrão… sabe como é!… ”
“Fique descansado.”, disseram, quase em uníssono, os dois passageiros.
“Alto de Santo Amaro foi o que disse, não foi, chefe?”, insistia o taxista.
“Sim.”, antecipou-se Arlindo, calando a igual resposta que Ruben se preparava para dar.
“Depois podes seguir para casa neste taxi…”, articulou Ruben com grande esforço. A boca sabia-lhe mal, o estômago ainda não sossegara, a cabeça era um peso grande em cima dos ombros.
“Se fosses capaz de subir as escadas sozinho…”
“Ó chefe!, ele que não me vomite mas é a merda dos estofos!… Qu’o patrão!…”, cortava de novo o taxista.
Ruben sorriu a custo e Arlindo, vendo-o, sorriu enlevado.
“Fique descansado.”
“Mas a sério. Eu fico bem. Não precisas de perder o resto da noite por causa de mim.”, insistia Ruben.
“Tens medo?”
“Não, palhaço. Só não quero ser mais transtorno do que já fui.”
“Eu sou. Tu não és.”, respondia um Arlindo críptico e ensimesmado.
“O quê?”
“Eu sou um palhaço. Tu não és um transtorno.”
Durante alguns segundos só se ouviu o barulho do rádio: Móvel à Filipe Folque. Um móvel à Praça de Táxis da Filipe Folque./ Seis três dois na Praça de Táxis da Filipe Folque à frente./ Seis três dois é a Ru…
“Mas a sério. Se calhar tinhas planos…”, persistia Ruben
“Porra! Pensas que te vou atar à cama e seviciar-te?!”, explodiu Arlindo.
Novo quase silêncio. Seis três dois confirma? O móvel seis três dois confirma?…
“Não.”, soprou, baixinho, Ruben.
Arlindo reclinou-se o mais que pôde no banco do carro, com a cara transida num esgar de dor. O gesto não passou despercebido a Ruben:
“O que é que tens?”, perguntou Ruben.
“NADA!”, gritou Arlindo.
“Mas o que é que foi?!”
“Nada. Não foi nada.”, disse um Arlindo de repente calmo e sofrido.
“Tu és um gajo muito esquisito…”
“ E tu um portento de normalidade que se vomita nas ruas do Bairro Alto…”
Era a deixa perfeita para o taxista:
“Ó chefe! Veja-me lá é os estofos, que se o seu amigo vomita aí estou fodido com o patrão… Trouxe o carro há pouco tempo da Alemanha e tem-lhe mais estimação que à cabra da filha…”
“Foda-se! Ninguém vomita, homem! Fique descansado!”, impacientava-se Ruben.
Pausa. Algum móvel pode ajudar a localizar a Urbanização das Nes…
“Obrigado.”, disse Ruben.
Móvel oitocentos e um pode dar uma ajuda./ Móvel oitocentos e um, pode passar a canal 2.
“Foste um gajo porreiro.”, insistia Ruben.
“E agora vamos ficar muito amiguinhos e eu vou sofrer o dobro do que já sofria a tentar sublimar isto tudo, não é?”, respondeu Arlindo, emocionado. “Vamos beber um copo um dia destes, não?! Até podemos ir jantar os três! ‘Olha, môr, este é o paneleiro que me ajudou quando eu estava caído de borco a vomitar e tu não estavas lá’!”
“Porra! Mas ainda não percebeste que eu quero lá saber o que tu és ou não és?!”, reagiu Ruben.
“Ai que lindo!… O menino é liberal!… ‘Nós parimos, nós decidimos!’, ‘Todos diferentes, todos iguais’…”
“Foda-se!, já começas…”, tartamudeou, entre suspiros, um cansado Ruben.
“Ó chefe!,”, chamava Arlindo, tocando no ombro do taxista, “aqui o meu amiguinho está borrado com medo de que eu queira passar a noite em casa dele mas diz que se for preciso até é amigo dos paneleiros…”
Pausa. Fiscalização chama central./ Central responde; móvel quinhentos e trinta e sete pode fal... O taxista responde, também:
“Pois eu, lá dessas coisas… Eu estou em cuidado é com os estofos, que o patrão gosta mais disto que da mulh…”
“Pois é verdade, ó chefe!”, ateimava Arlindo. “Aqui o meu amigo já me pôs o carimbo. ‘Este gajo é paneleiro. Portanto, quer que eu lhe vá ao cu ou, pior, quer ir-me ao cu.’”. As lágrimas começavam a aparecer-lhe nos olhos. “E sabe o que é pior?… É que quando ele perceber que é muito mais do que isso, quando ele perceber que o amo incondicionalmente, involuntariamente, inapelavelmente, que o amo apesar de mim, que o amo e me estranho por o amar… quando ele perceber isso tudo, vai-se habituar, vai querer que esse amor continue, pouco ou nada me dando em troca, mascarando de amizade um egoísmo que eu não vou poder senão tolerar e bem-dizer e agradecer… e eu não posso mudar nada, nem posso esperar nada. Vou tomar a mesma máscara; ser amigo dele porque não me deixam ser mais nem viveria se fosse menos; fazer tudo o que puder por ele; tentar fazer com que os meus dedos gritem o que sinto de cada vez que lhe tocar, de relance; esconder o frémito a cada aperto de mão; anular-me num espelho para não o ofender com a profundidade do que ele me inspira… O chefe faz ideia do que custa ser dele sem o poder ser?… E aqui o meu amiguinho diz que está bem!… Pudera!… Tem a sua namoradinha e um amor esquisito que lhe massaja o ego!… ‘entre nós e as palavras surdamente as mãos e as paredes de Elsin…’”
“Ó chefe!,”, cortou o taxista, “talvez seja melhor acordar o seu amigo que estamos quase a chegar…”

Arrotos do Porco:

.

We work like a horse.
We eat like a pig.
We like to play chicken.
You can get someone's goat.
We can be as slippery as a snake.
We get dog tired.
We can be as quiet as a mouse.
We can be as quick as a cat.
Some of us are as strong as an ox.
People try to buffalo others.
Some are as ugly as a toad.
We can be as gentle as a lamb.
Sometimes we are as happy as a lark.
Some of us drink like a fish.
We can be as proud as a peacock.
A few of us are as hairy as a gorilla.
You can get a frog in your throat.
We can be a lone wolf.
But I'm having a whale of a time!

You have a riveting web log
and undoubtedly must have
atypical & quiescent potential
for your intended readership.
May I suggest that you do
everything in your power to
honor your encyclopedic/omniscient
Designer/Architect as well
as your revering audience.
As soon as we acknowledge
this Supreme Designer/Architect,
Who has erected the beauteous
fabric of the universe, our minds
must necessarily be ravished with
wonder at this infinate goodness,
wisdom and power.

Please remember to never
restrict anyone's opportunities
for ascertaining uninterrupted
existence for their quintessence.

There is a time for everything,
a season for every activity
under heaven. A time to be
born and a time to die. A
time to plant and a time to
harvest. A time to kill and
a time to heal. A time to
tear down and a time to
rebuild. A time to cry and
a time to laugh. A time to
grieve and a time to dance.
A time to scatter stones
and a time to gather stones.
A time to embrace and a
time to turn away. A time to
search and a time to lose.
A time to keep and a time to
throw away. A time to tear
and a time to mend. A time
to be quiet and a time to
speak up. A time to love
and a time to hate. A time
for war and a time for peace.

Best wishes for continued ascendancy,
Dr. Whoami

P.S. One thing of which I am sure is
that the common culture of my youth
is gone for good. It was hollowed out
by the rise of ethnic "identity politics,"
then splintered beyond hope of repair
by the emergence of the web-based
technologies that so maximized and
facilitated cultural choice as to make
the broad-based offerings of the old
mass media look bland and unchallenging
by comparison."





<< Voltar ao repasto.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?