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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quinta-feira, março 23, 2006

By g2

Já fui trapezista de circo, daqueles com lantejoulas, nome em letras grandes no cartaz e partenaire a condizer. Eu lá em cima, a obrigar toda a gente a esticar o pescoço para me ver, naquela posição incómoda que todos conhecem. E, piscadela de olho invisível lá em baixo, digo à Marilú (era nome de cartaz, claro, eu era o Trapezista Voador), e eu a dizer à Marilú, dizia, “olha logo à noite, como é?!” e ela de mãos estendidas para se elevar comigo até ao trapézio, senta-se ao meu lado, faz vénias para o público e diz-me “não pode ser nada, sabes, não ando muito bem…” e eu, “Quem não tem cão caça com gato, não te preocupes com essas coisas… Cuidado agora com o arco em ogiva” (arco em ogiva era o nome de um salto, ou número, ou lá o que era aquilo) e ela saiu que nem uma bala, eu estendi as mãos, lá vinha ela no ar, vi logo que estava distraída, adivinhava caçadas novas à noite, as mãos resvalaram… um grito, o público de repente de pé… ah’s e oh’s e rostos de aflição, tragédia prometida… E ela afinal, desmancha-prazeres, cai na rede, faz uma pirueta cheia de ademanes para o público que suspirava de alívio, voltou para cima e fez o arco em ogiva, mais tarde fez outras figuras geométricas, mas isso agora não vem ao caso!

Também fui buganvília, muito gostava eu de trepar, agora vendo legumes no mercado, gosto dos trocadilhos do género “senhor g, tem tomates?” e eu, num desalento estudado, a responder “Se procurar bem, Dona Tânia, há-de encontrar alguma coisa que lhe sirva…”.

Mas este post é só um desbloqueador de comentos, a história dos legumes fica para a próxima.

Arrotos do Porco:

mas que táctica tão bem disposta!




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