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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Março vem aí…

… e, estranhamente, a RTP ainda não me disse nada. Se calhar não sabem que eu saí do país e andam doidos à minha procura mas, como eu sei que eles lêem frequentemente este blog, talvez a coisa de resolva.
Não é segredo para ninguém que eu gosto dos Festivais da Canção. O da RTP, o da Eurovisão ou o dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz, tanto faz. Gosto de coisas que impliquem votações – a carga de nervos que eu apanhava a cada “Agora, Escolha!”… fiquei sempre convencido que era a sabuja da Vera Roquete que ia manipulando as votações conforme lhe apetecia ver o “Anjo na Terra” ou os “Soldados da Fortuna”. Este ano, alguém se antecipou e falou do Festival antes de mim – e fê-lo muito bem. Por isso, não me vou alongar muito mais em considerandos.
Tendo presente o sucesso alcançado pela prestação de Senhor Funda e as Varettes, aqui há atrasado, venho este ano apresentar não uma mas duas canções com grande potencial – daquelas que fariam Fernando Namora exclamar, como era seu apanágio, “venha de lá essa merda!”, que é como quem diz: “é desta que conseguimos p’ra cima de 40 pontos!”.


Canção n.º 1 – “Meu ursinho de pelúcia”
Letra – Vareta Funda
Música – é quase isso
Arranjos e Direcção de Orquestra – Cubase e ProTools
Interpretação – Varettes feat. Senhor Funda

Todos temos visto, em edições recentes da Eurovisão, que a performance está a valer tanto ou mais que a cantiga em si. O povo europeu quer ver corpos à mostra, cavalos a correr, meninas a aprender e, como gracejava o Thomas Gifford, “maminhas a bater” – ao que o Genet ajuntaria “e matulões a danser, qu’il y a beaucoup de rotos que também votam”. O que gizei para esta canção é um misto de techno-pop açucarada quatro por quatro, e show erótico (sem strap-on mas ousado, ainda assim). Com uma tónica no feminino na letra e na performance, prescindirei, modestamente, do papel principal que cabe, desta feita, às minhas Varettes. A minha participação servirá apenas tão somente para nenhum outro propósito que não o de conferir a minha reconhecida chancela de qualidade a todo o espavento que o palco irá conhecer. Nas palavras imortais de Maupassant, “Vai assim”:

Varettes, esfregando a curta veste de meio-linho (não há dinheiro para mais…) cru com óleo de cenoura:
“Uuuuuuiiiii
Uiiiiiiiiiii
Siiiiiiiiiiiimm!

(agora esfregam-se umas às outras, mas com sensualidade e não como as senhoras dos banhos escoceses das Termas do Luso)

(verso) Olhas p’ra miiiiiiimmm
Pensas que nunca me viste assim
Nas noites sem fiiiiiiimmmm
No quarto quente de cor carmim

(ponte) Rasgas-me a pele com o teu ardor
Deixas-me assada com o teu calor
Sujo os lençóis e o cobertor
São nódoas de amoooooor

(pegam em ursinhos de pelúcia que esfregam no baixo ventre)

(refrão) Julgas-te um portento de astúcia
(coro) Meu ursinho de pelúcia
Com mais segredos que a Irmã Lúcia
Meu ursinho de pelúcia
Fiz bom uso da minha argúcia
Meu ursinho de pelúcia
E agora estás preso pelo prepúcio ah ahhhh (o ah ahhhh é mais p’ra ajudar à fonética, percebem?)

(fazem a esparregata com os ursinhos debaixo do baixo ventre, manipulando a cabeça aos bonecos de forma a que pareça que os bichos estão a… a… bom… a lamber um sorvete, pronto)

(verso)Cheiras a saaaaaal
Com notas de tabaco e suor
És de Portugaaaaaaal
Tens obrigação de o fazer melhor

(continuam no chão mas em posição de… bom… do número abaixo de 70, cada uma segurando entre os membros inferiores o microfone de mão da outra)

(ponte)Enches-me a boca do teu sabor
Tomas as rédeas, dominador
Chamo-te Vlad, o Empalador
Vampiro do Amor!… (sussurrado a medo)

(e entro eu, todo pimpão, com uma capa longa e de chicote em punho, tipo Victor Hugo Cardinalli mas em homem)

Senhor Funda:
(em registo meio spoken-word meio scat) Não te vou morder
Mas posso dizer
Que te vou comer
P’ra te dar prazer
Fazer-te gemer
Sentir-te a escorrer
Vais-me obedecer
Se me apetecer
Eu vou-te comer
Vais agradecer
E depois vais ver
Ao adormecer
Não te vai doer
E ainda que doa…
São dores de prazer!

(as quatro ou seis ou oito ou dez ou p’ra cima de dezasseis Varettes, dependendo das que se conseguirem arregimentar, trocam os ursinhos por este vosso amigo, fazendo corar de vergonha o varão de um clube de strip)

(refrão) Julgas-te um portento de astúcia
(coro) Meu ursinho de pelúcia
Com mais segredos que a Irmã Lúcia
Meu ursinho de pelúcia
Fiz bom uso da minha argúcia
Meu ursinho de pelúcia
E agora estás preso pelo prepúcio ah ahhhh

E acaba, com as Varettes simulando – ou não – que me levam para fora do palco agarrado pelo… pela… por o… ah ahhhh


Canção n.º 2 – “Toda a gente é pessoas”
Letra – Vareta Funda
Música – eu gosto é quando tá a bombar!
Arranjos e Direcção de Orquestra – Casa Sonotone
Interpretação – Senhor Funda e crianças, quantas não interessa desde que uma seja preta

A par da performance, há uma coisa que vende na Eurovisão: a mensagem. Lembram-se daquela coisa indescritível de Katrina & The Waves chamada “(Love) Shine a Light”? E o cabrão do Toto Cotugno com a merda do “Insieme – Unite Europe”? É disso que eu falo: amor, fraternidade, caridade, igualdade, amizade e profilaxia da incontinência urinária. Citando o incontornável Marcel Proust, “Meu dito, meu feito”. Segue a canção, uma bonita balada para cordas, piano e voz, a voz d’oiro deste vosso modesto rouxinol:

(verso) Olhai! Uma flor…
Cada pétala
é um recado de amor
Se teimares em não olhar
Se seguires sem reparar
Tudo o que vais encontrar
É o silêncio e a dor

Ali a brincar
Estão crianças
que tu podes ensinar
Se insistes em fugir
Se resistes a sorrir
Tudo o que vais conseguir
É viver mas nunca amar

(ponte) Todos os dias tens a mesma questão
“Eu estou aqui e os outros? Onde é que estão?”

(refrão) Toda a geeeent’ é pessoas
Umas são más, mas quase todas são boas
Somos tooooooodos pessoas
Mesmo aquelas a quem tu não perdoas
Toda a geeeeeent’ é pessoas
Toda a gente lá no fundo
tem coisas boas…
tem coisas boas…

Olhai em redor
Ser diferente
não equivale a ser menor
Se não gostas do cigano
Nem sequer do africano
Ou do rasta jamaicano
É bom que penses melhor

(cantam as crianças em lenga-lenga infantil)
Ao senhor bom dou um bombom
Ao senhor mau dou um tau-tau
(x4)

(eu, em spoken word) Olá, pequeninos! Que conversa é essa do tau-tau?! Lembram-se da história do lobo mau? Ele só queria comer os três porquinhos por causa do colapso das redes de relacionamento humano que deviam prevenir a exclusão social. Se um menino como vocês lhe oferecesse comida, os três porquinhos poderiam crescer até se transformarem nos paios e presuntos das vossas sandes. Então? Ainda acham que o senhor mau merece tau-tau? Nãããão, pois não? Cantem comigo!

(ponte) Todos os dias tens que te perguntar
“Se eu estou bem quem é que vou ajudar?”

(refrão) Toda a geeeent’ é pessoas
Algumas feias, mas quase todas são boas
Somos tooooooodos pessoas
Mesmo aquelas no meio de quem tu destoas
Toda a geeeeeent’ é pessoas
Toda a gente lá no fundo
tem coisas boas… (e a partir daqui, é só palminhas a tempo e eu e as crianças)
(crianças) Toda a geeeeeent’ é pessoas
tem coisas boas…
(crianças) Toda a geeeeeent’ é pessoas
tem coisas boas
(crianças) Toda a geeeeeent’ é pessoas
tem coisas booooooooooaaaaaaaasss

Parafraseando Gunter Grass, "Já ganhou, não?"...

Arrotos do Porco:

Clap, Clap, Clap...
Bravo, bravo, tá no papo :)



Coldplay Announce Japan Shows

Currently in the middle of the mammoth US leg of their world tour, we are pleased to announce that Coldplay will be playing four dates in Japan this July.

Sat 15th Intex Osaka: OSAKA
Mon 17th Rainbow Hall: NAGOYA
Tues 18th/Weds 19th Budokan: TOKYO




vai, nininho, vai!
;***



ihihihihihihihihihi













desde as nove da manhã.....



Qual Broa de Mel! Qual Maranata! As Varettes é que é! Já ganhou!




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