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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quarta-feira, abril 06, 2005

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Eu até gosto de fotografia digital, sei ver que é prática, barata, funcional, é assim como uma ecografia, uma pessoa não precisa de ficar em ânsias até à revelação do filme e depois se acontece um acidente e entra luz no laboratório e lá se vai tudo e assim. Mas sempre achei que se corre o risco de nos tornarmos menos exactos, de termos menos cuidado, do fácil passar a ser o inimigo do mágico.
Tiram-se várias, apagam-se depois as que não ficarem bem. Não vale a pena perder muito tempo que depois logo se vê. Isto no automático fica sempre bem.
Ainda não tenho uma opinião definitiva, não me quero precipitar mas para já concordo com um grande fotógrafo da nossa praça: “Falta-lhe personalidade”.

Arrotos do Porco:

Não utilizo, recuso-me! As fotos perdem por completo o seu encanto próprio. Apesar de ser jovenzito, nisto sou muito old schooll!!!


E a democratização da fotografia, não te diz nada?

E a libertação dos laboratórios industriais e comerciais, não te toca?

Eu acho bem, embora concorde parcialmente contigo.



Cada uma terá o seu espaço mas é indiscutível que a digital terá o mercado.

Assim como os laboratórios de revelação em 1 minuto se impuseram em detrimento da revelação manual pelo imediatismo em detrimento muitas vezes da qualidade assim vai acontecer com o digital versus película.

Mas não acho que seja a morte da criatividade nem mesmo de uma certa criatividade

Isto sou eu a dizer, que não percebo nada do assunto.

Apanhando a boleia da música, diria que só há

Boas e más fotografias



Nuita, acho um bocado velhorestelice ser assim contra e pronto. Acho eu são meios diferentes com lógicas diferentes. Tenho a certeza que o sonho do Niepce e do Daguerre era ver logo o resultado e não aquela manchas esborratadas a preto e branco numa placa de betume, após um tempo de exposição de oito horas.


As boas fotografias são feitas pelos bons fotógrafos. Sejam em que formato e suporte forem. A criatividade é favorecida pela diversidade dos meios ao dispor. Quanto à democratização da fotografia, duvido que a digital contribua para ela, uma vez que as máquinas digitais não sendo baratas ainda necessitam de um computador para serem vistas.
Quanto à velhorestelice, não me parece que padeça do mal, uma vez que eu utilizo a fotografia digital para além de fotografar em película. E foi por utilizá-la que posso comparar as duas situações. Fotografo há muitos anos, tanto profissionalmente coco amadoramente e posso garantir que a atitude que tive para com a fotografia digital não foi a mesma. Acho-a tentadora e até necessária e por vezes indispensável, não tenho nada contra a não ser o que disse no post e o facto de ficar caríssima se quisermos ter as provas na mão e eu gosto de ver as provas no papel e pegar nelas.



Pronto, quem fala assim...
Meto a viola no saco :-)



Jovem, a democratização da fotografia, neste caso, permite-te não estar dependente de laboratórios. Os computadores, actualmente, estão presentes na vida de todos nós. Ninguém vai comprar um computador, de propósito, só para ver as fotos, acho eu. Para além de tudo isto, podes escolher de imediato as fotos que queres ter impressas, sem que seja necessário revelares o que quer que seja e pagar por isso.

Outra vantagem é poderes enviar por email aqueles momentos mais engraçados que passaste com os teus/tuas amigo(a)s.

Acho que, nos tempos que correm, a rapidez de processamento de informações é essencial.

O que não quer dizer que eu não goste do método tradicional.

Aliásm as Polaroid tinham inereente este princípio, ainda que não fosse possível escolher as fotos antes.

Na essência concordo contigo, como já tinha dito, embora a digital acarrete enormes vantagens.

Isto sem desmerecimento do método tradicional.

Aparentemente, irias estar contra qualquer evolução neste campo. Entender a digital como um aperfeiçoamento da fotografia tradicional, assim como a evolução de métodos, lentes e outras coisas na tradicional, não tem mal nenhum.

É o imediatismo e democratização da imagem.



AdaS, faz o favor de tirar a viola do saco que eu gosto bem de ta ouvir tocar. :)


Ouricito, partires do princípio que eu estaria contra a a evolução, neste ou noutro campo qualquer é um preconceito contra mim, eventualmente, por eu ser mais velha. Não te fica bem. E não leste o que eu escrevi, pelo menos sem ser à luz desse preconceito. Mantenho que não acho a fotografia digital mais democrática que a outra. E se leres com atenção o que eu escrevi vais entender que eu não sou contra a fotografia digital e que a minha opinião sobre ela não depende de gostar ou não da fotografia analógica. É um pouco mais específica.



Tu é que não me leste bem e tás a pôr um preconceito onde ele não existe.

Tu és mais velha? Não sabia... :)



Que cachamorra, que marretas...

Tudo tem o seu espaço, ca...raças!

Ora esta!



'Bute ler tudo outra vez, p'a castigo! ;)


Todos os grandes fotógrafos aderiram às digitais.


Isso não é verdade, Mr. Green. Coitado do Gérard Castello Lopes, ouvi-o uma vez dizer que só sabia fotografar com a máquina velhinha dele.
Mas mesmo que fosse, não invalida nenhuma opinião sobre o assunto. :)



Tchii...O Gerard Castello-Lopes...Ele uma vez esteve a fotografar umas imagens digitais minhas . Uns fractais um bocado primitivos quando isso era novidade e não se via em lado nenhum. Era um gajo simpático.


P.S. A minha Tampa é assim a modos que fotógrafa encartada (Curso Inst. Port. Fotografia 2 anos) e aderiu à digital (Nikon D-70) e o Menir tb. faz digital com a sua D-100, não é? Ambos sacam umas belas fotos cada um no seu estilo.


Eu cá isso de máquinas digitais acho que dão bastante jeito, e às vezes até se faz umas coisas jeitosas com elas, se bem que às vezes dá a sensação de pacotes congelados de qualquer coisa não comestível, que é a sensação com que fico quando vejo impressoras já com um ecrá mícimo para se ver as fotografias (mínimas) antes de se imprimir, quando se quer poupar tempo e se liga a máquina directamente à impressora, que é coisa que os jornalistas cada vez fazem mais, poupar tempo, e daí é vê-los a zás-trás-pás, tira daqui e tira dali, e depois ligam-se ás redacções e aí vai disto, lembra-me os directos de TVI e da SIC e as baboseiras que para lá se dizem.
Agora que ninguém me tira a magia de estar às escuras no estúdio, de abrir a latinha do rolo, tirá-lo e enfiá-lo no tanque, agitá-lo bem agitado depois dos líquidos vertidos, ah, esse erotismo todo nem que me colocassem á disposição todos os computadores do mundo, e depois ficar ali com a luz vermelha a dar jorros de luz ao papel, a aplicar-lhe efeitos e sombras com as mãos, a queimar a imagem daqui e dali, e no final a dar o banhito e pôr aquilo tudo a secar, não me tirem isso, por favor, a escuridão, enfiar, verter líquidos, dar banho, onde é que isto já vai, o melhor é não desenvolver mais esta conversa...



AdaS, eu já tinha dito em cima que um bom fotógrafo fotografa com qualquer máquina e em qualquer suporte. Eu também uso a digital, também faço ecografias e ando de avião. :)


As imagens a aparecerem devagarinho, a espectativa, o cheiro dos reagentes... ah mas era para acabar com a conversa, não era...ok ;)




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