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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quarta-feira, fevereiro 23, 2005

ACTUALIDADES II

«E aí ele aplicou o golpe de gravata à debócheca. Ela continuava horroroicamente a gri gri grich grichar a quatro tempos e segurou-lhe as rucas atrás das costas enquanto eu a despia disto, disso e daquilo e os outros sempre ah ah ah ah e surgiram então uns belos grudes magníficos e horroróicos exibindo os seus glezezinhos cor-de-rosa, irmãos, enquanto me despia e me preparava para mergulhar. E ao mergulhar esluchi gritos de angústia e o tal sangrento escritorveco que o Pete e Georgie estavam a segurar, quase se soltou aos berros, todo bezúmino, com os eslovos mais porcos que eu conhecia e outros que ele inventava. Ora, depois de mim, era de toda a justiça ser a vez do pobre do Tapado, o que ele fez com berros e grunhidos, de uma maneira bestial, de mascareta de Pê Bê Chile e tudo, sem dar atenção nenhuma enquanto eu segurava a moça. Depois houve render da guarda: o Georgie e o Pete tiveram a sua vez, enquanto o Tapado e eu segurávamos o babado escritorveco que se estava a ir abaixo rapidamente, só dizia uns murmúrios, uns eslovos meio mastigados, parecia que estava em órbita num desses bares de leite-e-etc. Fez-se então profundo silêncio. E nós sentimo-nos assim a modos que cheios de ódio e escavacámos tudo o que faltava escavacar - máquina de escrever, candeeiros, cadeiras - e o Tapado, isto era mesmo próprio só do Tapado, mijou na lareira e ia arrear o calhau na carpete, já que havia tanto papel, mas eu disse que não.
- Rua, rua, rua! - gritei.
O veco escritor e a sua zina já não ouviam nada, todos amachucados, a sangrar e a gemer. Mas, se viessem a morrer, era de velhice.
E assim voltámos para o carro. Passei o volante ao Georgie, sentia-me um malenquezito chateado; e voltámos para a cidade atropelando, pelo caminho, coisas esquisitas que davam gritos».

A Clockwork Orange, Anthony Burgess

Esta obra de Anthony Burgess espelha a violência pela violência, o «animal social» de Rousseau, a reflexão que conclui que o Homem é o produto da sociedade. A vontade própria não conta: sou assim porque a sociedade onde estou inserido me obriga a ser assim.

Nesta história, o vilão é submetido a uma terapia ressocializadora e acaba por ser castigado pelas próprias vítimas da sua actuação. O regresso à Pena de Talião.

Não é suficiente. A terapia ressocializadora falha.

Arrotos do Porco:

Ouricito, não consigo atingir onde queres chegar. Espero que tenhas entendido o porquê de ter dito o que disse. Sou meia intempestiva mas posso garantir que o fiz porque te acho uma boa pessoa, se a minha opinião sobre ti fosse outra, eu continuaria sem dizer nada e a ouvir e saber das coisas calada. Preferi confrontar toda a gente com o que pensava na tentativa de acabar com os falatórios e resolvessemos o problema. Toda a gente gosta de ti. E tu sabes.


Continuo sem entender estes posts...mas acho que contudo, se tem alguma coisa a ver com o que se passou, agrada-me pelo menos que isso fez com que começasses a "postar" com regularidade. Apesar de não entender o fim...




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