| domingo, agosto 29, 2004 |
BATALHA NAVAL
Se eu tivesse engenho e arte ou então a arte engenhosa da escrita como a dos meus parceiros tratadores, eu fazia um poste a desancar este governo. Já não me bastava ter de lhes suportar as férias mesmo antes de começarem a governar como ainda os tenho de ver a jogar à Batalha Naval. Vão dando tiros – até agora só acertaram nos submarinos – tentando acertar em navios e só conseguindo transformar barcos de três canos em porta-aviões. Como fica provado, não tenho a arte da escrita. Porque se a tivesse, havia de conseguir ridicularizar o governo por despachar uma proibição só pela informação que leu num site, haja pachorra! Partir do princípio que alguém vem a um país ilhado transgredir uma lei míope mesmo antes doquequerqueseja ter acontecido, é como ter um polícia atrás de nós à espera que estacionemos numa passadeira para nos multar ou prender um físico atómico só porque ele sabe fazer uma bomba nuclear. Ai se eu tivesse como, bem que lhes chamaria fascistas e retrógrados e ignorantes e despóticos e fanáticos e uns outros palavrões, não menos verdadeiros, que me coíbo de nomear porquesim.
Devem achar que todas as grávidas deste país vão fazer uma fila lagártica desde a Figueira da Foz até Freixo-de-Espada-à-Cinta para desistir da maternidade só pela oportunidade. – “Já agora, não que eu não pudesse fazer um aborto ali num vão de escada que eu conheço, mas já que está cá aquele barco tão limpinho e cheio de médicos...”. – “Eu até pensava ter este meu segundo filho, mas nunca estive a bordo de um navio...”.
Não tenho, mas se tivesse tempo dava-lhes umas aulas de Direito Internacional acompanhadas de uns estalos na cara para ver se eles tinham na deles, um pouco da vergonha que eu tenho na minha por causa deles.
Se eu tivesse engenho e arte ou então a arte engenhosa da escrita como a dos meus parceiros tratadores, eu fazia um poste a desancar este governo. Já não me bastava ter de lhes suportar as férias mesmo antes de começarem a governar como ainda os tenho de ver a jogar à Batalha Naval. Vão dando tiros – até agora só acertaram nos submarinos – tentando acertar em navios e só conseguindo transformar barcos de três canos em porta-aviões. Como fica provado, não tenho a arte da escrita. Porque se a tivesse, havia de conseguir ridicularizar o governo por despachar uma proibição só pela informação que leu num site, haja pachorra! Partir do princípio que alguém vem a um país ilhado transgredir uma lei míope mesmo antes doquequerqueseja ter acontecido, é como ter um polícia atrás de nós à espera que estacionemos numa passadeira para nos multar ou prender um físico atómico só porque ele sabe fazer uma bomba nuclear. Ai se eu tivesse como, bem que lhes chamaria fascistas e retrógrados e ignorantes e despóticos e fanáticos e uns outros palavrões, não menos verdadeiros, que me coíbo de nomear porquesim.
Devem achar que todas as grávidas deste país vão fazer uma fila lagártica desde a Figueira da Foz até Freixo-de-Espada-à-Cinta para desistir da maternidade só pela oportunidade. – “Já agora, não que eu não pudesse fazer um aborto ali num vão de escada que eu conheço, mas já que está cá aquele barco tão limpinho e cheio de médicos...”. – “Eu até pensava ter este meu segundo filho, mas nunca estive a bordo de um navio...”.
Não tenho, mas se tivesse tempo dava-lhes umas aulas de Direito Internacional acompanhadas de uns estalos na cara para ver se eles tinham na deles, um pouco da vergonha que eu tenho na minha por causa deles.
Arrotos do Porco:
| Este post é o único post que hoje faz sentido ler. É curioso verificar como a raiva sentida e justa é inspiradora para a escrita. |
| Pior que ter um polícia à espera que cometamos uma infracção para nos multar é a presunção de que, por determinado(s) indivíduo(s) ter(em) a capacidade de transgredir, o fará(o) e agir preventivamente sobre ele(s). Todos nós temos a capacidade de transgredir numa ou outra coisa. A esmagadora maioria fá-lo-á, cedo ou tarde, em coisas mais ou menos importantes. É razão para que vejamos a nossa liberdade empenhada antecipadamente? |
| Foram indo, graças a Deus. Nórdicas. Mas dizei-me: que raio de formato paneleiro é este, ó caralho? Hem? |
| Votei sim no referendo ao aborto. No entanto, incomoda-me a presença de barquitos provocadores, de associações estrangeiras, apoiadas maioritariamente por quem não tem condições de conceber um filho devido às opções sexuais que fizeram, a querer marcar a agenda política de países soberanos e democráticos. Qualquer dia aparece aí uma traineira-maternidade cheia de gajos que convidam as mulheres a terem lá os seus filhos para serem imediatamente adoptados por eles e então quero ver o que dizem! A legitimidade é igual. Que se f... o Louçã e mais os panascas arruaceiros todos que o suportam. |
| E boa noite, claro! Com o entusismo, ia esquecendo as boas maneiras. : --- Isso mesmo Fodinhas... o formato. ;) |
| O Chinês lá de cima - o nosso honorável Tsing - disse tudo. Subscrevo totalmente. Isto é, no mínimo dos mínimos, vergonhoso. *No entanto, é uma grande treta, aquilo que concerne ao primeiro período, nuíta. Queresenganarquem? |
| tt, não sentes um pouco de vergonha pelo teu governo não respeitar as "liberdades democráticas"? Por ficar todo arrepiado, ao ponto de proibir, um "grupo de provocadores" que a única coisa que quer é fazer aportar um barco em águas nacionais? De justificar uma proibição partindo de um presuposto? Por pensares que quem defende a liberdade de escolha das mulheres, tem de ser lésbica ou gay? Bem-vindo, FPM!! |
| Só falta mesmo o Bock. :) Que Nick, vai ele escolher? Bom dia a todos. Notava-se por aqui a tua falta FPM. |
| Bom dia, Violeta. Obrigada, Poeta, maseuseioquedigo. :o) Mestre, o formato dos comentários foi uma necessidade da qual lerás a justificação uns postes abaixo, se tiveres pachorra. Bom dia a todos. |
| Mudei, vim com um andar novo, ahahahah. Os vôos foram bons, lá tive de disfarçar em frente dos putos, mas correu tudo bem, obrigado. |
| Bom dia Vara :-) Fodosofo e FPM, bem regressados! Estounua parabéns pelo post, concordo contigo em quase tudo. Só não entendo como é que os gays e as lésbicas aparecem assimilados ao barco...essa escapou-me! |
| Bem, vou tentar filtrar algo dos 600 e tal mails que tenho na minha caixa... Cona! lindinho, vai mas é levar no cuzinho, pá, tu e o Mourinho. |
| Obrigado, Imaculada! Bem hajas! E até logo. lindinho, não sei se já te tinha dito, mas vê lá se vais levar no cuzinho, tá? |
| Bons dias. Sejam bem regressados, FêPêMê, fin0 e Fodosga. Odeio os comentários do blogger. Merda pra isto. Já agora, não é um barco que pretende fazer um show mediático em qualquer sítio onde aporte que vai resolver qualquer problema ou mexer nas consciências. Acho que não merece qualquer relevância e que as intenções de quem lá trabalha não são propriamente as de ajudar as mulheres. Acho que há muita hipocrisia à mistura. Um beijinho à nuíta. Doidos. |
| ahahaah, mudaste de nick mas em nada mudaste, Fê. (incongruência? talvez) Bom regresso. Aguarde-se com expectativa o primeiro "CALA-TE CARALHO"!!! |
| tá? tátá tárárá tátá! PUET! Olá Imaculada, Fodosgas, Chouras, Fino, Nuíta e restante corja. O poste não leva comento meu que não andei muito bem a par desta notícia. Só por isso. UAI! |
| Favas com Chouriço e Toucinho Ingredientes: (Para 4 a 6 pessoas)3 kg de favas; 150g de toucinho; 200g de chouriço de carne; 1 molho de coentros, 2 folhas de alho; 200g de pão; sal. Preparação: Escolhem-se as favas bem tenras e lavam-se depois de descascadas. Corta-se o toucinho às tirinhas e o chouriço às rodelas e fritam-se em lume brando. Retiram-se após terem perdido o excesso de gordura. A esta gordura juntam-se os coentros ao qual se amarram as duas folhas de alho.Deixa-se fritar um pouco e juntam-se-lhe então as favas. Cobrem-se e deixam-se cozer, agitando o tacho e juntando pequenas quantidades de água à medida que for necessário para impedir que as favas se queimem. Servem-se as favas, com as carnes a acompanhar.(Grândola) Ingredientes: Favas / chouriço / toucinho / coentros / folhas de alho / hortelã Preparação: Corta-se o toucinho e frita-se, juntando depois os coentros. Deixa-se refogar. Num tacho coloca-se o chouriço, e faz-se um molho com os coentros, as folhas de alho e um raminho de hotelã. Junta-se o refogado, água a ferver e as favas. Deixa-se cozer. Vou almoçar! |
| Fininho, pá, essa receita parece-me mais do que suficiente para duas pessoas. E dá com certeza para três pessoas, vá. Mas quatro a seis? Que paneleirice esfomeada é essa? Safa! Boas noites a todos. Estásnua, devias ter escrito vergonha por o teu governo e não vergonha pelo teu governo. A preposição rege a oração infinitiva, e não o substantivo. É quase sempre assim quando a seguir vem um verbo no infinitivo. Vê lá se não soa melhor, coninha. |
| Concordo em absoluto com o post da nuíta. Suponho até, que neste momento a Europa se ri de nós o que me deixa altamente chateado! Se a tt me permite, lembrá-la-ei que que este país soberano e democrático é o mesmo que usou a sua soberania e a sua democracia para assinar os acordos da UE. Pondo de parte as intenções das pessoas do barco, é livre a circulação de pessoas e bens na UE. Depois, neste espaço, se alguma pessoa ou algum bem não se portar bem, será então castigado. Se forem provocadores ao ponto de ferirem as nossas leis, que se prendam, que se julguem, que se castiguem! Nessa medida, acho que o barco deve aportar e depois logo se vê se merece a marinha à volta dele ou não. E se aparecer um barco maternidade cheio de gajos, pois que venha, depois logo se analisa se cumprem ou não as nossas leis. Agora, sem se ter investigado, condenar o barco, não acho bem. Não quero que a Holanda me proiba de lá entrar, com o pressusposto de que devo ser terrorista, porque sou moreno e uso barbas! O aborto é outra questão. Aqui em Portugal também há os "grupos provocadores" (uso a terminologia da tt) que falam e agem a favor do aborto. E há outros "grupos não menos provocadores" que tomam as mesmas atitudes, mas contra o aborto. E, contra ou favor do aborto, sê-lo-emos sempre e nehum de nós mudará de opinião. Posso tentar explicar as razões que me "põem" neste ou naquele campo, não conseguirei é demover os do outro lado. Mas isto agora não interessa. O que interessa é que o barco, oriundo da Holanda, deve aportar num porto português. Só depois deve ser investigado, se tiver de ser. E agora vejam só: a Marinha Portuguesa tem barcos de guerra junto ao barco holandês que está em águas intercionais. E se a Holanda mandar a sua Marinha de Guerra para junto de seu barco?! Para o proteger?! Que é que fazemos? Boa tarde. |
| Imaculada, o que não entendeste veio em resposta ao comentário da tt. Mestre, obrigada pela correcção. Ouricito, o problema não é o que o barco vai resolver. O problema é a atitude do governo. O problema do aborto é outra discussão. |
| É isso mesmo, g2. Boa tarde. FPM, não gosto mais de ti! Fui a primeira a cumprimentar-te e não me ligaste nenhuma! Amuei! ;o) |
| Espero que o FPM, cada vez mais maluco e mais "caralhos fodam isto tudo" e o Fodósofo que deve vir de lápis afiado, hem sejam eles mesmos. Confesso que tenho andado um pouco perdido, sem saber se quem diz ser quem, é mesmo quem! E assim, se forem eles mesmos, aqui fica um olá para eles, com cheirinho já a vindimas! Boa tarde. E boa tarde para todos os que estão e para os que já foram de férias! |
| "A preposição rege a oração infinitiva, e não o substantivo." Já cá faltava chumbada para caça grossa, ó caralho. g2, pede-me desculpa! |
| ......"olá para eles, com cheirinho já a vindimas!" Quando o FPM ler esta merda vais levar um arraial de paulada, conão! |
| Ora vamos lá então ver se a gente se entende... Primeiro para a Imaculada: O movimento women on waves veio a Portugal com o apoio do "clube safo", uma organização de lésbicas e da associação "não te prives", sempre colada aos eventos GLBT. Podes confirmar nos sites e na imprensa. Depois para a Nuíta: Já aqui ficou bem patente, em inúmeras ocasiões, a nossa divergência em algumas matérias. Nesta, em particular, devo sublinhar que não existe entre nós qualquer ponto de consonância, nem mesmo quanto às razões que nos levaram ambas, presumo, a votar sim no referendo. O confronto deriva da tentativa de impor algo a outrém. Este barco usa o confronto, a provocação, a arruaça, comportamentos típicos de uma esquerda que ainda não percebeu que os seus métodos fizeram sentido num determinado período da história do século XX, mas estão ultrapassados e são ineficazes. É por isso que temo que, ao invés de recolher apoios à liberalização, estas acções conduzam à radicalização de posições de ambos os lados, com risco sério de se tornar cada vez mais difícil alterar a lei. Vergonha do meu país? Não, não tenho. Tenho muita vergonha, isso sim, de pertencer a um grupo profissional que (não) ensinou os jornalistas que hoje por aí temos em lugares de decisão, os tais que foram capazes de destinar 45 minutos de tempo de antena a um barco de propaganda e nem uma palavra foram capazes de dizer sobre o drama que se vive na educação e que hoje mesmo atinge um dos seus picos de maior preocupação. Se fossemos capazes de reconhecer a importância da educação, não seriam precisos barcos de meninas pretensiosas, convencidas que nos vêm dar lições. Talvez discutir os problemas da educação em alto mar fosse uma solução capaz de atraír os media, ou mesmo uma certa esquerda, quem sabe! Boa tarde, à vara! |
| Austro, o que está em causa é, precisamente, a posição do nosso governo. E, uma vez que a tt manifestou a sua opinião de não querer ser "incomodada com a presença de barquitos provocadores" (está no seu direito de manifestar opiniões, isso não se discute!), nós podemos fazer uma de duas coisas: dizer como ela, ou dizer de modo contrário. E no que ao barco respeita, a mim até me parece que não se pode dizer como ela disse. E, se não se pode dizer como ela disse, não há então modo contrário de o dizer. Portanto, só há uma maneira de dizer: o barco que aporte, respeitem-se as regras da UE. lindinho, de que é que eu te vou pedir desculpa? Diz lá, que eu peço, se for caso disso. chOURIÇO, pá, foda-se, até que enfim, tens andado para aí enredado com os alentejanos, quem sabe até enredado em sinfonias eróticas... E não aparecias por aqui! Ai o caraças! :) |
| É certo que não estamos mesmo de acordo. 1º - Não te perguntei se tinhas vergonha do país mas sim do teu governo. 2º - Não sei onde te baseias para dizeres que as pessoas que vêm a bordo são arruaceiras. 2º - Como já disse antes, o problema do aborto e das formas de o resolver não vem à discussão, na minha opinião, agora, apesar de o pudermos e devermos discutir em qualquer altura. 3º - O problema agora é a figura triste que o governo nos está a fazer passar a todos, pela proibição de um barco acostar em território Nacional, presumindo que vem fazer coisas ilegais. E repito: PRESUMINDO. Não é preciso ser jurista para saber que ésta proibição nos vai trazer consequências diplomáticas. Trata-se de um problema de Direito Internacional e de um direito à liberdade. |
| Nào se me dá que vindimem, vinhas que eu já vindimei; Nào se me dá que outros logrem, Ai, amores que eu rejeitei, Nào seme dá que outros logrem, Ai, amores que eu rejeitei. Fui um ano à vindima, pagaram me a trinta réis; Dei um vintém ao barqueiro, Ai Fuip´ra casa comdez réis, Dei um vintém ao barqueiro, Ai, Fuip'ra casa comdez réis. Pela folha da vindima, pagaram me atrintaréis; Façome desa tendida, Ai, A mim não me escapa nada, Façome desa tendida, Ai, A mim não me escapa nada. Estou de baixo da la tada, nem à sombra, nem ao sol; Estou ao pé do meu amor, Ai, Nã há regalo maior, Estou ao pé do meu amor, Ai, Não há regalo maior. |
| Só mais umas reflexões, Nuíta: - O aborto não é apenas uma escolha das mulheres, é uma opção dos pais, ambos, porque um filho não é uma produção independente da mulher, mas uma concepção a dois; - O objectivo da presença do barco, amplamente divulgado pela women on waves, era a administração livre da pílula abortiva sob a capa de uma bandeira da holanda, em território nacional onde essa prática é proibida; - O governo tomou uma medida corajosa, ponderada e didáctica, que em nada fere os acordos da UE. Não me parece que a Holanda autorizasse a entrada de um barco de pavilhão português, que fosse deliberadamente violar uma sua lei vigente. - E pronto, sobre o bote das meninas, nem mais uma palavra! |
| Meninas, então? Temas sérios a discutir na vara é futebol e mai'nada. (porque é que eu não vejo televisão? agora não posso comentar o assunto. Santa Mãe.....) |
| ...uai...uai...barco do aborto...uai...uai...se possui elementos que podem levar à prática de um crime, é de prevenir...e é uma fachada...direito internacional...qual...uai...uai... |
| tt, Vais-me desculpar, mas antes de alguém fazer o que quer que seja não se pode condená-lo. A medida do governo será didática na tua opinião, na minha é burrice pura. A esta hora já devem andar a pensar como é que vão descalçar a bota, talvez o Zé Manel os ajude... |
| ...porque é que eu não posso andar com armas brancas na rua...a minha intenção é descascar cocos...não é dar facadas em pessoas...uai...uai... |
| Eu tenho várias facas em casa e o meu primo tem espingardas de caça. Tenho a impressão que o meu vizinho tem um corta unhas e conheço vários ginecologistas. |
| ...espingardas legalizadas com registo e com verificação do cadastro e da prática de crimes na estrada...porque é que não posso transportar uma faquita que seja num avião...uai...uai... |
| ...ginecologistas que publicitam que fazem abortos...em todos os jornais e na televisão...uai...uai... |
| De acordo com a tua visão, pode-se assistir calmamente a um homicídio, porque só se pode intervir após o acto consumado. Mesmo que o homicida anuncie amplamente que vai cometer o crime no dia tantos às tantas horas!... Enfim, opiniões!... A propósito... que crime terei eu cometido, para que tenha sido condenada a aturar este blogger rabeta!? :) |
| Sim, porquê? E um corta-unhas? Porque não poderás transportar um corta-unhas ou uma lima das unhas? Se as facas com que comemos nos aviões são de metal! Também gostava de saber... |
| Pois, mas realmente não vais poder prender ninguém que diga que vai matar outro. Podes segui-lo, investigá-lo, suspeitar dele, mas prender mesmo, só no acto. É a lei. |
| Vós não percebeis nada disto. O governo só se está a antecipar com a sua versão muito justa e pessoal do Minority Report. Não há respeito pela 7ª Arte. |
| Fico feliz, Nuíta. Finalmente parece teres percebido o meu ponto. Foi isso mesmo que o governo fez: investigar, vigiar, e assim evitar a transgressão anunciada. Tens toda a razão: É a lei! :) |
| ...facas de metal nos aviões...sem bico...e sem bico nao ha prazer...nem possibilidade de enfiá-la em alguém...nem se vai muito longe com essa faca...e a puta dos bifes são duros...uai...uai... |
| Hipocrisia. Também o que é que se espera de um governo que tem um Primeiro-Ministro destes? Se eu pensasse como a tt até podia dizer assim: " O que se espera de um governo que tem como Ministro da Defesa alguém que não pode fazer um filho por causa da sua "opção sexual"? |
| Fui às sortes e safei-me direito que nem um fuso não compreendo aquele uso de fazer tudo aprumado ele há coisas que eu cá sei que só se fazem curvado Fizeram-me a vistoria levaram tudo a preceito até me viram o peito e um pouco mais ao fundo cada qual na sua vez e tal como veio ao mundo No fim já mais à tardinha deram um papel timbrado onde vinha o resultado não me davam qualquer uso fui às sortes e safei-me direito que nem um fuso |
| Inteligência não é sinónimo de sabedoria, Nuíta. E nenhuma de nós pode pretender ser dona da verdade. Cabe-nos, porém, tentar encontrar as nossas próprias verdades e fundamentá-las inteligentemente com recurso ao estudo do pensamento de quem julgamos mais sábio que nós. O que eu daria para saber um milionésimo daquilo que algumas das minhas referências sabem! Hayek, por exemplo... |
| Tens razão, tt. Respeito a tua opinião, apesar da lei não ser uma questão de opinião. O meu comentário sobre a inteligência tem a ver com o teu penúltimo. |
| Ouve, Estounua, se pensasses como a tt não usarias chavões, nem utilizarias a vida privada fosse de quem fosse. Por uma questão de educação básica. |
| Podes indicar-me uma única frase na qual eu me tenha referido à vida privada de quem vem no barco? Talvez seja oportuno releres o que escrevi. |
| ...vida privada com exposiçao publica...vêm fazer escarcéu porque querem...não deixam de ser politizados...uai...uai... |
| Eu que me comovo Por tudo e por nada Deixei-te parada Na berma da estrada Usei o teu corpo Paguei o teu preço Esqueci o teu nome Limpei-me com o lenço Olhei-te a cintura De pé no alcatrão Levantei-te as saias Deitei-te no banco Num bosque de faias De mala na mão Nem sequer falaste Nem sequer beijaste Nem sequer gemeste, Mordeste, abraçaste Quinhentos escudos Foi o que disseste Tinhas quinze anos Dezasseis, dezassete Cheiravas a mato À sopa dos pobres A infância sem quarto A suor, a chiclete Saíste do carro Alisando a blusa Espiei da janela Rosto de aguarela Coxa em semifusa Soltei o travão Voltei para casa De chaves na mão Sobrancelha em asa Disse: fiz serão Ao filho e à mulher Repeti a fruta Acabei a ceia Larguei o talher Estendi-me na cama De ouvido à escuta E perna cruzada Que de olhos em chama Só tinha na ideia Teu corpo parado Na berma da estrada Eu que me comovo Por tudo e por nada |
| lindinho, estou desculpado de quê e porquê? Que me lembre, não te pedi desculpa de nada. Disse que te pediria desculpa se fosse caso para isso, mas só depois de saber sobre que é que te sentes ofendido. (Isto hoje está com muita rebentação, a vara não está habituada a tanto mar alto) Boa tarde outra vez. PS: Continuo a dizer que, ao menos aqui, a gente consegue escrever e ler. Mas é chato "comámerda" ter de me inscrever de cada vez que faço um comento. |
| # tt : 2:37 AM Votei sim no referendo ao aborto. No entanto, incomoda-me a presença de barquitos provocadores, de associações estrangeiras, apoiadas maioritariamente por quem não tem condições de conceber um filho devido às opções sexuais que fizeram, |
| Fado Triste Fado negro das vielas Onde a noite quando passa Leva mais tempo a passar Ouve-se a voz Voz inspirada de uma raça Que mundo em fora nos levou Pelo azul do mar Se o fado se canta e chora Também se pode falar Mãos doloridas na guitarra que desgarra dor bizarra Mãos insofridas, mãos plangentes Mãos frementes e impacientes Mãos desoladas e sombrias Desgraçadas, doentias Quando à traição, ciume e morte E um coração a bater forte Uma história bem singela Bairro antigo, uma viela Um marinheiro gingão E a Emília cigarreira Que ainda tinha mais virtude Que a própria Rosa Maria Em dia de procissão Da Senhora da Saúde Os beijos que ele lhe dava Trazia-os ele de longe Trazia-os ele do mar Eram bravios e salgados E ao regressar à tardinha O mulherio tagarela De todo o bairro de Alfama Cochichava em segredinho Que os sapatos dele e dela Dormiam muito juntinhos Debaixo da mesma cama Pela janela da Emília Entrava a lua E a guitarra À esquina de uma rua gemia, Dolente a soluçar. E lá em casa: Mãos amorosas na guitarra Que desgarra dor bizarra Mãos frementes de desejo Impacientes como um beijo Mãos de fado, de pecado A guitarra a afagar Como um corpo de mulher Para o despir e para o beijar Mas um dia, Mas um dia santo Deus, ele não veio Ela espera olhando a lua, meu Deus Que sofrer aquele O luar bate nas casas O luar bate na rua Mas não marca a sombra dele Procurou como doida E ao voltar da esquina Viu ele acompanhado Com outra ao lado, de braço dado Gingão, feliz, levião Um ar fadista e bizarro Um cravo atrás da orelha E preso à boca vermelha O que resta de um cigarro Lume e cinza na viela, Ela vê, que homem aquele O lume no peito dela A cinza no olhar dele E o ciume chegou como lume Queimou, o seu peito a sangrar Foi como vento que veio Labareda atear, a fogueira aumentar Foi a visão infernal A imagem do mal que no bairro surgiu Foi o amor que jurou Que jurou e mentiu Correm vertigens num grito Direito ou maldito que há-de perder Puxa a navalha, canalha Não há quem te valha Tu tens de morrer Há alarido na viela Que mulher aquela Que paixão a sua E cai um corpo sangrando Nas pedras da rua Mãos carinhosas, generosas Que não conhecem o rancor Mãos que o fado compreendem e entendem sua dor Mãos que não mentem Quando sentem Outras mãos para acarinhar Mãos que brigam, que castigam Mas que sabem perdoar E pouco a pouco o amor regressou Como lume queimou Essas bocas febris Foi um amor que voltou E a desgraça trocou Para ser mais feliz Foi uma luz renascida Um sonho, uma vida De novo a surgir Foi um amor que voltou Que voltou a sorrir Há gargalhadas no ar E o sol a vibrar Tem gritos de cor Há alegria na viela E em cada janela Renasce uma flor Veio o perdão e depois Felizes os dois Lá vão lado a lado E digam lá se pode ou não Falar-se o fado. |
| -Os objectivos da WW são públicos e divulgados pela própria organização: promover a liberalização do aborto em países com limitações legais e "ajudar" as mulheres desses países a abortar; - Os apoios que congregam são igualmente públicos e divulgados pela WW: organizações GLBT. Falei do movimento WW e questionei o interesse de movimentos de pessoas que voluntaria e livremente não podem conceber um filho na prática do aborto. Onde é que está alguma alusão à vida privada de quem está no barco ou de à de algum membro dos ditos movimentos!? Francamente! |
| # tt : 2:37 AM apoiadas maioritariamente por quem não tem condições de conceber um filho devido às opções sexuais que fizeram, |
| g2, queres explicações? Agora não me apetece. Mesmo que quizesse Terás a tua vez. Outro dia talvez. Não fique magoado. Estás irremediavelmente desculpado. |
| # estounua : 4:09 PM ... que tem como Ministro da Defesa alguém que não pode fazer um filho por causa da sua "opção sexual"? |
| Sim, nuíta, é perfeitamente prescindível. Dispensa-o, se fizeres o favor. * Não tenho dedos suficientes para estas janelas todas. Em alguns sentidos, a evolução é sempre lenta demais. ** Embora os pólos se atraiam, não se abalroem, minhas caras. Haja calma, pois sois as duas boas moças. Ou vice-versa, que é bem mais interessante, hem? :) |
| Adivinha do dia Um barco com doze meninas. Cada uma com quatro quartos, todas elas usam meias, nenhuma rompe sapatos. O que é? |
| G2, Antes de mais, um esclarecimento, para que não existam dúvidas. Sempre fui, sou e serei, a favor do aborto, como o sou a favor da eutanásia. Considerando que ambas as situações são casos extremos e decisões tomadas em consciência, após a medição dos prós e contras que acarretam. O barquito está muito bem definido como a “tt” o faz. É provocador, e de associações estrangeiras. A sua intenção é (declaradamente, provocar e desafiar), e sim, é um comportamento típico de uma esquerda “folclórica”, actualmente muito “IN” e de marketing agressivo. Mas, esse comportamento não é uma exclusivo da esquerda. Lembro-me de recentemente, grupos, apoiados pelo Patriarcado, terem distribuído, junto às escolas, uns folhetos com fotos de fetos mortos, em que condenavam o aborto. Estes, são dois exemplos (de pólos opostos), de como funcionam as “forças de pressão”. O problema existe, e chama-se Aborto. Urgente é que ele se torne livre e praticado nos Hospitais, com todas as condições de higiene necessárias. O resto é folclore |
| Sim. lindinho, A favor da eutanásia. E se o aborto pudesse ter efeitos retroactivos... digamos de uns 40 anos... até que era capaz de ..... |
| Pois, pois, Austro... É por isso mesmo que as liberdades de abortar têm que ser consideradas com a devida parcimónia. Seria uma enorme perda não podermos hoje contar com as opiniões avisadas de um certo Austro... ;) :) (Que falta me fazem os cabrões dos bonecos apaneleirados!) Já fui beber uma aguinha e um café. Estou como nova, ou quase. :) |
| Não são AS LIBERDADES que têm de ser tratadas com "parcimónia", são as suas utilizações. A Liberdade é um estado saudável. O uso que lhe dão, é que por vezes, não o é. |
