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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


sexta-feira, outubro 27, 2006




SIC Novas

Já não é a primeira vez que acontece: estou a ver a SIC Notícias pelas três da manhã e sou surpreendido pelo início do discurso do pivot de serviço.

Há dois dias começava o gajo a dizer: «Portugal vai sofrer…». E eu logo a pensar no que viria aí. Mais cortes orçamentais? Sanções da EU? Um furacão?

Não, nada disso. E lá continua a frase «…uma melhoria das condições climatéricas».

Foda-se, que negativismo e que negação é esta?

Segundo os meus conceitos «sofrer uma melhoria» é antagónico, bi-direccional, abstruso.

De acordo com a Mestre Priberam, a palavra em causa deriva do Lat. *sufferere, por sufferre
v. tr.,
suportar;
tolerar;
padecer dores, físicas ou morais;
v. int.,
sentir dor física ou moral;
padecer com paciência;
fig.,
experimentar prejuízos;
s. m., Ornit., Brasil,
pássaro amarelo de cabeça, cauda e asas pretas e cujo canto imita a pronúncia do seu nome.

A não ser que o senhor pivot quisesse dizer que íamos ser assolados por pássaros amarelos, de cabeça, cauda e asas pretas e que isso representava uma melhoria, não sei...

Na madrugada de hoje, pelas três da matina novamente, ouvi mais uma barbaridade do género, só que já não me recordo de qual.

O mesmo senhor jornalista e o mesmo horário.

Acho que uma destas coisas vai ter de mudar.

sexta-feira, outubro 20, 2006


Mais Malmequeres, by g2
No plaino abandonado que a morna brisa aquece e por força dessa morna brisa que também era suave, a semente que caiu do malmequer já nosso conhecido, aquele que nasceu com falta de uma pétala na corola, não se afastou para longe. Ficou até ainda na sombra da malmequermãe. Ao contrário da irmã que primeiro nasceu, esta semente apresenta-se fraca, nem o olho cusco do pardal a lobrigou ainda! E aqui, podemos perguntar se isso é devido à pouca apetência que uma fraca semente provoque num pardal, ou se este anda em doidos “pius” atrás de alguma qualquer pardaloca! Responderemos depois à questão, se se justificar.
E que não haja quem estranhe que o malmequer seja mãe, apesar de masculino, é o que mais se vê por mundo, basta olhar, por exemplo, para essa maravilha da natureza que é o caracol, nunca vi um animal mais pensador e lento, até o farol da Barra se move com mais rapidez e quem não acreditar que venha cá ver. Basta olhar para a luz que se vê do mar, para perceber que o farol se mexe e bem. (Já a luz do farol que é visível de terra não dá a mesma sensação, talvez porque a Terra ande à roda, quem sabe?!). Tal como caracol, o malmequer é pai quando se emprenha a ela própria, é mãe quando por ele mesmo se deixa emprenhar!
Da semente não caiu nenhuma cigarreira breve de nenhuma algibeira, deixemo-nos de lirismos e atenhamo-nos ao que a ciência diz, sendo certo que, para falar de sementes de malmequer, não é preciso que nenhum de nós, cientistas, venha à liça. Qualquer engenheiro agrónomo loiro, alto e olhos azuis, pode perorar sobre o tema. Sim, porque os engenheiros agrónomos não falam, peroram!

A semente apresenta-se fraca, mesmo aos olhos de um leigo, já foi dito por nós! Mas as necessidades de desbloqueadores deste blog dos Senhores Orizicultores do Concelho de Manteigas são muitas, daí que se relatem novos desenvolvimentos em não menos novos e oportunos, desbloqueadores de comentos… ou talvez não, quem poderá dizer?!

E sabe bem escrever a partir da primeira pessoa do plural, engrandece o ego, acreditai em nós!


terça-feira, outubro 17, 2006




Space, let me repeat, is enormous. The average distance between stars out there is over 30 million million kilometres. Even at speeds aproaching those of light, these are fantastically challenging distances for any travelling individual. Of course, it is possible that alien beings travel billions of miles to amuse themselves by planting crop circles in Wiltshire or frightening the daylights out of some poor guy in a pickup truck on a lonely road in Arizona (they must have teenagers, after all), but it does seem unlikely.

quarta-feira, outubro 11, 2006




What is the jabberwock?
Eyes like torches, bat wingged, jacket, rabbit teeth, drooling monster.
I found it while lost in my own private awake-dream forest, once.
Wants just to frighthen me?
Does it sleep under my bed?
Wants to drown me?
Or to chocke me with tenderness?
Wants to eat me?

Is it someone I well know?
Is it my shadow?
Or even my mother, they say.

I do not know what the jabberwock is, but I have to kill it.

When the jabberwock is dead, will a child be dead too?

segunda-feira, outubro 09, 2006

EU VIM DE LONGE...

Foi um pássaro holandês que me trouxe, de mais longe ainda que a Holanda. E cheguei. Chegar talvez seja verbo demasiado definitivo para situação tão temporária. Não me importo. Cheguei. E já não falta muito para partir. Prefiro pensar nestes termos neutros das partidas e chegadas. Se optasse pelo léxico dos regressos ou dos voltares, isso já implicaria questões de pertença que não quero esmiuçar.

Estou cá. E estou bem. E, imaginem, até estou bem por cá. Um ano fora não me rouba "identidade nacional". Não me escandalizo com taxistas a cheirar a suor, com empregados de café que acham que um gesto de pescoço é suficiente para perguntar o que o cliente deseja, com passeios em que é preciso olhar para o chão. Não trago quaiquer exemplos melhores, quaisquer fórmulas "isto devia ser era como 'lá fora'!", nem quaisquer pretensões saudosistas sobre sermos os melhores. Não trouxe nada - só me esbarrei aqui com uma constatação:

Por um qualquer desvio na prática portuguesa da moral judaico-cristã, nenhum outro povo seguirá tão intensamente o ensinamento "amai-vos uns aos outros". Nenhum outro povo, no entanto, terá uma noção de amor - neste sentido, o da simpatia, da entrega, da partilha - tão afastada da noção de respeito.

E desta constatação resulta-me uma enorme dificuldade: como advogar "menos amor e mais respeito" nas relações sociais sem parecer um conservador de merda ou um protestante?...

Pronto. Já tenho com que me distraia para as férias...

sexta-feira, outubro 06, 2006

Sam Kinison
Já vos disse que gosto muito de Stand-up comedy?




Pois é, gosto mesmo. Pena é que por cá só tenhamos um comediante que faça Stand-up a sério; o Pedro Tochas.
Quanto a este, o inigualável Sam Kinison, não há muito para dizer, a não ser que era o maior, no seu género. Usava (muito) mais vernáculo que o palerma do Fernando Rocha, mas tinha piada.
Confiram........

segunda-feira, outubro 02, 2006


A idade não perdoa...

Só para relembrar que há menires (especificamente um...) que têm de ser erguidos por máquinas, uma vez que a incentivos de força humana já não o conseguem fazer...

Podem ler tudo aqui.


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