| segunda-feira, maio 30, 2005 |
DESPEDIDA

Parecia inevitável, mas um dia tinha de acontecer. Por diversos motivos, não tenho dado aqui o contributo que queria. Não interessa extrapolar objectivamente os porquês, mas senti que hoje tinha de declarar-vos a minha saída de "postador oficial" do Vareta Funda, ou lá o que isso é...ou como se chamam aqueles que mandam uns "bitaites" através de um blog como o nosso.
Foi algo que me manteve preso a um espaço de internet do qual sempre tive muitas renitências a "me dar", mas que, com a vossa ajuda - dos amigos que fiz aqui - depressa se tornou em algo de prazeroso. Por esse motivo, e por ter feito aqui o que considero um grupo de amigos, sinto já saudades do "porco". Não de vocês ( porque vocês estarão sempre aí...assim espero )...mas do antigo espaço que ajudei a criar.
A todos aqueles que por aqui andaram comigo, o meu "muito obrigado". Até um dia...

Parecia inevitável, mas um dia tinha de acontecer. Por diversos motivos, não tenho dado aqui o contributo que queria. Não interessa extrapolar objectivamente os porquês, mas senti que hoje tinha de declarar-vos a minha saída de "postador oficial" do Vareta Funda, ou lá o que isso é...ou como se chamam aqueles que mandam uns "bitaites" através de um blog como o nosso.
Foi algo que me manteve preso a um espaço de internet do qual sempre tive muitas renitências a "me dar", mas que, com a vossa ajuda - dos amigos que fiz aqui - depressa se tornou em algo de prazeroso. Por esse motivo, e por ter feito aqui o que considero um grupo de amigos, sinto já saudades do "porco". Não de vocês ( porque vocês estarão sempre aí...assim espero )...mas do antigo espaço que ajudei a criar.
A todos aqueles que por aqui andaram comigo, o meu "muito obrigado". Até um dia...
Arrotos do Porco:
| O que sou eu? – O Perfume, Dizem os homens. – Serei. Mas o que sou nem eu sei... Sou uma sombra de lume! Rasgo a aragem como um gume De espada: Subi. Voei. Onde passava, deixei A essência que me resume. Liberdade, eu me cativo: Numa renda, um nada, eu vivo Vida de Sonho e Verdade! Passam os dias, e em vão! – Eu sou a Recordação; Sou mais, ainda: a Saudade. António Correia de Oliveira In Cem Poemas Portugueses do Adeus e da Saudade :) |
| José E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, Você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, Você que faz versos, que ama, proptesta? e agora, José? (...) E agora, José? sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio, - e agora? (...) Carlos Drummond de Andrade Obrigada Mimosa por me teres deixado fazer parte da "Vara". Um beijo |
