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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quinta-feira, outubro 28, 2004


“Procuras um nome para um filho que vai nascer. Sugiro vários, segundo o meu próprio imaginário, sabendo que também neste domínio há vagas e modas (...)
O que vai num nome não são apenas as letras e os sons que lá estão, mas o desejo que neles se inscreve: que tu te aproximes do que eles foram, ou do que disseram, ou do que amaram, ou do que prometeram. (...)
Há um corpo onde o corpo e o nome se apaziguam mutuamente - e é aí que começamos a nascer. (...)
Não há amor sem nome - tal como não há sexo sem nomeação do sexo(...)
Na noite de todos os desesperos, é a um nome que nos agarramos. Podemos chamar-lhe Deus, porque Deus não é mais do que o nome dos nomes. Mas talvez a palavra "Deus" seja hoje demasiado confortável. Precisamos de um nome singular, tão frágil e decisivo como a prancha de madeira a que o náufrago se consegue içar. (...)
Os amantes adormecem com o nome amado colado à própria boca. “

Em Nome do Nome Por EDUARDO PRADO COELHO

Público Quinta-feira, 06 de Março de 2003





Nomes e nicks

Usamos nomes. Cada um, o seu. Os nomes também nos usam. Cada um escolhe-nos sem nos consultar, logo que nascemos.

Usamo-los nos Bilhetes de Identidade, usamo-los nas cartas de condução, usamo-los no IRS. Usamo-los com orgulho ou vergonha. Isabel ou Leontina, João ou Filomeno, são fatiotas muito diferentes de se usar, convenhamos.

Depois, escolhemos outros nomes. Afeiçoamo-nos a eles como se se tratassem de jóias desenhadas com cuidado por artífices de filigrana. Escolhemos nomes para nós e para os amores dos nossos dias e noites. Vestimo-nos de festa ou de mistério e duplicamos o nosso ser... Servimo-nos do desejo de ser múltiplo. Usamos niks, diminutivos de quem queremos e gostávamos de saber ser...

Nomeamos então o nosso reflexo. Espelhado nas águas do rio que passa na nossa aldeia. E esse, nunca o vemos, de nome tão gasto que tem.



Violeta.28.Out.2004

Arrotos do Porco:

Há ainda aqueles que não têm reflexo de nada...só um nome!


Todos os nomes são uma procura. Obrigada Mimosa por teres colocado o meu texto.


Os nomes, quer sejam os “nomes próprios” ou dos actos, coisas, acontecimentos, etc... sempre me fascinaram. O mesmo me acontece com o significado das “palavras que têm muitos significados”. E elas, as palavras, significam o que nós queremos que signifiquem, e muitas vezes, o destinatário delas, deturpa-o ou não o alcança, pelo menos na intensidade que lhe colocámos.

Ninguém, com excepção das crianças, consegue ser tão oportuno e “realista” na atribuição do nome correcto às coisas (incluindo os próprios). Elas fazem-no de uma mistura de sensação com som. Quem nunca se riu, nem precisou de explicação para decifrar o que “a cachopa quis dizer com aquilo”?.

Eu já tive de escolher dois nomes. Não foi fácil. Optei pelo mais óbvio e convencional.

Não há dúvida, este é um tema que me fascina, mas não é local certo para divagações. O que eu queria mesmo, era dizer:

Violeta Gostei

Mimosa, mais uma vez, Obrigado





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