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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


domingo, agosto 01, 2004

Só por ti

Toquei-te o ventre e senti o frio percorrer-me a mão. Quis o frio e a saudade. Quis a alma que me foge pelos dedos.

Senti-te no meu amor, no meu frio, na minha saudade. Senti-te para te ter. Para te perder. Para ter os meus dedos junto do teu corpo.

Toquei-te devagar, como sempre o tinha feito quando me queria dentro de ti. Chorei para que me secasses as lágrimas, sorri para que me beijasses os lábios. Movi a minha alma, toquei o teu sentir. Queria ser por ti o amor que te tenho. Menti-te e solucei, lavei-me para te ter. Tomei-te em mim, porque não queria estar sem ti.

Meu amor que te agarra, minha dor que te amordaça. Meus dedos que por teu corpo escorrem. Minha alma que no sentir ecoa. Lamentei-me e sofri-te. Tirei de meu sangue a dor que te escoa. Lavei no meu sangue o suor que te toca. Levantei a minha mão para tocar a tua pele. Senti em ti o fogo que me consome. A paixão que me foge. Chorei por não estar contigo, menti-te e menti-me para te ter junto de mim.

Amaldiçoei o mar que nos separa, sequei o oceano que me corrompe. Queria-te aqui junto de mim, para tocar teus lábios que me beijam. Fechei os olhos e sonhei contigo. Com o teu corpo. Com a tua cara. Com a alma que foge do meu corpo para se juntar à tua. Para te amar comigo, para levar o meu sonho de um dia estar contigo.

Toquei o teu corpo, beijei a tua alma. amaldiçoei o Deus que nos escondeu, menti à dor que me consome. Nada me espanta, nada me corrompe, nada me separa do teu corpo. sonhei contigo envolta no meu corpo. Lavei-te nas minhas lágrimas. Senti em ti o meu carinho. Toquei por ti o meu sentir. Nada anseio, nada desejo, nada mais para além da minha dor.

Quero-te aqui, agora, para sempre perto de mim, para nunca fora de mim. Para sempre... Para nunca... Para talvez um dia sentir. Para te poder tocar, para te poder amar. Para me rir da tua ausência, para chorar da tua dor. Para te saber minha. Num dia. Numa noite. Numa alma que não tive. Numa noite sem lua. Para te poder tocar como nunca o fiz, para te poder amar como nunca o fiz.

Arrotos do Porco:


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