| domingo, maio 23, 2004 |
Acordei com uma ressaca fantástica. É nestes dias que sabia bem um homem ao meu lado, para me fazer o pequeno almoço e beijar-me os pés até passar esta sensação horrorosa. Levantei-me devagar para não a acordar e fui até à cozinha. Preparei um copo de leite com café e voltei para a cama. Deitei-me ao lado dela e passei devagarinho os dedos pelos cabelos e ao longo das costas. Não a queria acordar, mas também não a queria a dormir.
Beijei-lhe o corpo e arrependi-me. E se ela não estivesse tão ressacada como eu? Vai se a ver e ainda queria ter sexo. Embrulhei-me no lençol e fechei os olhos. Não foi tarde, nem cedo, mal encostei a cabeça na almofada senti os dedos dela a acariciarem-me as mamas. Abri os olhos e virei-me. Queres café, não. Um sumo, também não. Quero só beijar-te um pouco e ficar quietinha até que a ressaca passe. Esta frase fez-me beijá-la. A perspectiva de uma manhã de sexo ao som de tambores na minha cabeça estava longe de ser o meu ideal de manhã bem passada. Encostei o meu corpo contra o dela e fechei os olhos.
Devo ter adormecido e só acordei com o telefone aos gritos a pedir um pouco de atenção. Estou, olá estás boa. Isto não podia estar a acontecer. Estou e tu, mais ou menos, nunca mais disseste nada. Será que uma pessoa já não pode esperar um pouco de sexo descomprometido. Muito trabalho, sabes como é. E, ainda por cima tinha que arranjar desculpas gastas. Queres ir almoçar, está um dia magnífico, não, hoje não vai dar, já tenho coisas combinadas. Bom tenho que ir andando depois telefono-te.
Muito bonito. Não só me tinha acordado, como me tinha posto mal disposta. Pior do que isso, agora ía ter que arranjar mil desculpas para dar. Levantei os olhos devagarinho e deparei-me com um olhar fulminante. O que foi isto, nada. Como nada, a que propósito é que o meu irmão te telefona com voz de quem foi comido e quer mais. Estás doida, o teu irmão e eu somos amigos, amigos não reclamam telefonemas em falta. Pois, mas tu sabes como é o teu irmão. Pois sei, por isso te estou a perguntar.
Agora é que isto ía ficar bonito de se ver. Sabes, fui para a cama com ele uma destas noites. Quando, no dia do funeral da tua mãe.
Vesti o casaco e fui para a rua. Sentei-me no café ao lado de uma velhinha e fiquei a ver o tempo passar. A simpática senhora quando se levantou deixou na mesa um cartão de visita, olhei de lado e passei os dedos pela cara. Só consegui ver que era da APAV, visivelmente os cinco quilos de base não tinham sido suficientes para esconder a marca dos dedos...
Beijei-lhe o corpo e arrependi-me. E se ela não estivesse tão ressacada como eu? Vai se a ver e ainda queria ter sexo. Embrulhei-me no lençol e fechei os olhos. Não foi tarde, nem cedo, mal encostei a cabeça na almofada senti os dedos dela a acariciarem-me as mamas. Abri os olhos e virei-me. Queres café, não. Um sumo, também não. Quero só beijar-te um pouco e ficar quietinha até que a ressaca passe. Esta frase fez-me beijá-la. A perspectiva de uma manhã de sexo ao som de tambores na minha cabeça estava longe de ser o meu ideal de manhã bem passada. Encostei o meu corpo contra o dela e fechei os olhos.
Devo ter adormecido e só acordei com o telefone aos gritos a pedir um pouco de atenção. Estou, olá estás boa. Isto não podia estar a acontecer. Estou e tu, mais ou menos, nunca mais disseste nada. Será que uma pessoa já não pode esperar um pouco de sexo descomprometido. Muito trabalho, sabes como é. E, ainda por cima tinha que arranjar desculpas gastas. Queres ir almoçar, está um dia magnífico, não, hoje não vai dar, já tenho coisas combinadas. Bom tenho que ir andando depois telefono-te.
Muito bonito. Não só me tinha acordado, como me tinha posto mal disposta. Pior do que isso, agora ía ter que arranjar mil desculpas para dar. Levantei os olhos devagarinho e deparei-me com um olhar fulminante. O que foi isto, nada. Como nada, a que propósito é que o meu irmão te telefona com voz de quem foi comido e quer mais. Estás doida, o teu irmão e eu somos amigos, amigos não reclamam telefonemas em falta. Pois, mas tu sabes como é o teu irmão. Pois sei, por isso te estou a perguntar.
Agora é que isto ía ficar bonito de se ver. Sabes, fui para a cama com ele uma destas noites. Quando, no dia do funeral da tua mãe.
Vesti o casaco e fui para a rua. Sentei-me no café ao lado de uma velhinha e fiquei a ver o tempo passar. A simpática senhora quando se levantou deixou na mesa um cartão de visita, olhei de lado e passei os dedos pela cara. Só consegui ver que era da APAV, visivelmente os cinco quilos de base não tinham sido suficientes para esconder a marca dos dedos...
Arrotos do Porco: