| terça-feira, maio 18, 2004 |
1460+1
Faz hoje quatro anos. Subi a ladeira como tantas vezes o havia feito. Virei à direita e de novo à esquerda. Passei as portas e sentei-me de mão dada, com um sorriso de felicidade e um enorme sentimento de impotência. Percorri os corredores, espreitei para dentro da salinha vezes sem conta, cruzei os dedos, fumei, corri e suspirei.
Toquei, esbocei um sorriso, cheirei, passei as mãos por ele, sorri quando o vi sorrir (impossivel). Passou tanto tempo e não me consigo esquecer, tantas asneiras, tantos sustos, tantas alegrias...
Olho em frente e não sei para onde vai, tento saber como poderá lá chegar, queria dar-lhe tudo o que não tenho, queria que ele não soubesse tudo o que eu sei, queria que ele tivesse para sempre o mesmo sorriso ingénuo que tem hoje.
O meu filho faz hoje quatro anos, e por mais prendas que eu lhe dê nenhuma é igual à que ele me deu quando o vi nascer.
Faz hoje quatro anos. Subi a ladeira como tantas vezes o havia feito. Virei à direita e de novo à esquerda. Passei as portas e sentei-me de mão dada, com um sorriso de felicidade e um enorme sentimento de impotência. Percorri os corredores, espreitei para dentro da salinha vezes sem conta, cruzei os dedos, fumei, corri e suspirei.
Toquei, esbocei um sorriso, cheirei, passei as mãos por ele, sorri quando o vi sorrir (impossivel). Passou tanto tempo e não me consigo esquecer, tantas asneiras, tantos sustos, tantas alegrias...
Olho em frente e não sei para onde vai, tento saber como poderá lá chegar, queria dar-lhe tudo o que não tenho, queria que ele não soubesse tudo o que eu sei, queria que ele tivesse para sempre o mesmo sorriso ingénuo que tem hoje.
O meu filho faz hoje quatro anos, e por mais prendas que eu lhe dê nenhuma é igual à que ele me deu quando o vi nascer.
Arrotos do Porco: