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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quinta-feira, abril 22, 2004

A (r)Evolução a (p)Assar Por Aqui… (para a estounua) e para todos.

Habitualmente não gosto de comemorar efemérides. Não sei de cor as datas dos aniversários dos meus amigos, esqueço-me da data em que casei, marco reuniões em dias feriados e desde que os meus filhos
deixaram de frequentar a pré primária, até o dia da mãe me passa ao lado. No entanto sei que Natal é quando um Homem quiser, porque aprendi com o Ary dos Santos, sei que hoje é sempre o primeiro dia do resto da minha vida, porque o cantei com o Sérgio Godinho e descobri que depois da cegueira branca, a cidade continua lá, porque o José Saramago o escreveu e mo ofereceu dentro de um livro. Esta data, sei de cor. 25 de Abril de 1974. Um dia que aconteceu em todo o mundo, nos calendários de todos os países. Em Portugal foi o dia da Revolução dos Cravos. Uma revolução necessária, um pouco serôdia, somos um povo de brandos costumes, helás.

Não tivemos execuções públicas em guilhotinas de gaúdio. Não tivemos ditadores enforcados nas praças das cidades.

Tivemos flores nas baionetas dos soldados. Tivemos a inocência da descoberta de palavras prisioneiras. Tivemos os nossos poetas trovadores a cantar o sabor a novidade da liberdade.

Temos os nossos heróis. Esquecidos, hoje, nas últimas páginas dos manuais de História do 9º ano. Não são heróis épicos. Não são deuses. São homens e mulheres que viveram com os olhos postos no sonho.

Por eles, conto o 25 de Abril às crianças e aos jovens. Eles gostam de estórias de encantar. Dormem a sonhar com aventuras onde eles salvam o mundo de todo o mal e de toda a corrupção e de todos os dias cinzentos.

Quem sabe, acordarão a pensar que a vida é algo mais que ter o último modelo caro da moda. Quem sabe, acordarão com estrelas nos olhos e amor no coração.

É preciso lembrar. Mesmo que doa a quem quer esquecer.

Por Violeta

Arrotos do Porco:


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