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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quinta-feira, abril 29, 2004

HOMENS DE BRANCO - I



A música é um dos grandes meios de captar e albergar sensações. São muitas as que nos ficam na cabeça. Em particular, são chatas as que teimam em ficar, atormentando sadicamente, pelo assobio constante, todos os nossos colegas de trabalho. (Agora ando com aquela melodia da enfermeira-zarolha-da-morte: a bonitérrima Californian Mountain Snake no enigmático Kill Bill. Há-de passar, espero bem.)

Pronto. Falamos de música. A melhor música, para mim, é aquela que nós conseguimos construir numa sinapse. Como?

Ora, digam lá: alguma vez observaram uma situação em que conseguiram imaginar uma música ou, porventura, adaptar uma existente pela inépcia ou caricatura do que estão a ver/ler? A mim acontece-me constantemente - É uma maldição.

Esta cançoneta fala de um dia normal, com pessoas normais. De uma loucura justa e necessária.

À inspiração de Sérgio Godinho, Stanley Kubrick e Gabriel Pensador, peguem na “Festa Da Música Tupiniquim” e no refrão do “Eu e a Tábua”. Depois de desligarem o aparelho, agarrem uma boa dose de gotas.

A base está em (A); é para répar, e a festa vai começar. Iô!

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Era um dia normal, lá no quintal
Todos sabem, o almoço, como é...
(Todos) - É!...
O Zeca, no trânsito, ficou té-té
Nem sabia que eles 'tavam ali ao pé

A Saltos, arguta, bem avisou
Era tarde demais - e o Zeca "balançou"
- Tinóni! Tinóni! - e berrava o pobre Zeca
Foi picado por eles
(Todos) - Olha essa! Com a breca!

E a nua falou, um “Boa tarde” deixou
Zequinha nem olhou - o psicotrópico actuou
O Fodimedes chegou, uma citação ele contou
- Qué isso, pá? A estounua destravou?!

A festa começava e ninguém esperava
- Será que ouvi um “ó”?... Era um: - nhó! -
(Todos) - Já lá estava!
Não queria acreditar - estava a sonhar!
Comecei a gargalhar e nada mais me fez parar...


(“Break” - A Musica pára.)


Acima, batas brancas a marchar no ar
Pararam então e começaram a cantar:


(“Break” de introdução para refrão - Todos em “crescendo”.)


- Ehhhhhhhhhh!!


(Refrão, 2X, a primeira a “solo”, depois com todos - em variação no estilo do “Eu e a Tábua”. Coreografia coordenada, vestidos de branco, a imitar robots e a beber um frasco de “gotas”.)



Gotas, gotas, eu quero gotaaaaaas...
Gotas, gotas, gotas a mi-iiiiiiiiiiiil!
Gotas, si-im, eu quero gotaaaaas!
Quero gotas, quié Bariiiiiiiiil!




Já estava maluco, solução não se via
Na cela fiquei, com o Zeca & Companhia
Nisto chega o Vareta - A nua está bem?
Vareta a valsar! E o baralhado não vem?

Estava tudo perdido, nesta incrível comoção
Apareceu o Nabo burro e a Saltos caiu no chão
Era ela mais uma, nesta insana brincadeira
O Zeca deu-lhe um comprimido:
(Todos) - Anda cá prà minha beira!

A Nua é pontual, mas... nhó-nhó, eh-eh!
O Vareta enjeitou e língua fora ele tirou
Pela língua se perdeu, já cá está mais um
- Poder ou Comunismo, já não tens cá mais nenhum!


(“break” - Só bateria.)


(Todos) - Anda! ANDA!


(Todos com “Background-Mix” de “Jarabe de Palo”) - Eh-ehhhhhh! Eh-ehhhhhhh! Eh-ehhhhhh! Eh-ehhhhhhh!


(Retomando o ritmo de base)


Salvou-lhe a vassoura, e a nua muito atenta
- Anda cá, lindo Vareta, não lhes dês nenhuma treta!
Estava assim no quintal, a festa principal
Ainda duvidava a nua: - Será visão e tal?



(Todos em “crescendo”) - Ehhhhhhhhhh!!


(Refrão, 2X, coreografia, blah, blah.)



Gotas, gotas, eu quero gotaaaaaas...
Gotas, gotas, gotas a mi-iiiiiiiiiiiil!
Gotas, si-im, eu quero gotaaaaas!
Quero gotas, quié Bariiiiiiiiil!




Saltos e Zeca, não babem a televisão!
Arrumem lá a cela, vem aí o Varetão!
Hipopótamo lilás?! Não! NÃO!
A Playstation, sim! Tirem-na do chão!

A Nua em apuros e borboletas atacavam
O Zeca alado foi em busca donde elas estavam
O Vareta era vencido, eles vencem sempre
Atrofiava a razão. O comprimido não mente...


(“Break”, compassos em contratempo do baixo, só o Vareta à Adolfo Luxúria Canibal)


Victan. Valium. Digassim. Xanax.
Tudo empurradinho com uma garrafa de Quinta da Leda.
Já Vareta não sou... Eles venceram. Eles vencem sempre.
Os choques eléctricos. As amarras de couro. As, Os, Eles, Nós. Giroflé, Giroflá. Cara de amendoá. Já não sou ser, sei seiça, Asseiceira, Caxarias, gondemaria, maçãs de dona Maria, atouguia da baleia mata, sete, sete bolas para cada lado, mais a branca e mais a preta, terras pretas, torres novas e o pantera da Martingança, martimoldes, confiança, basketball-toy e o cinco e um dos lados marcava sempre: tum, tum, tum, tum, tum, tum, tum! - marcava sempre e eu ganhava, ava, ava, gardner, boris gardner, billy ocean, peabo Bryson, ashford&simpson, simpsonite...

(Todos) - Ahhh!

Simpsonite! Simpsonite! Simpsonite! Simpsonite!

(Todos) - Ahhh!

Varre, varre, vassourinha, quem te pôs a mão sabendo que és minha, foi o teu Restaurante, ante tal que faço eu - Ai, Jesus! Que lá vou eu, tu és minha e eu sou teu, salta, vassourinha cá para o meio da rua e fujo eu, e a estounua... Mais comprimidos? Está bem. Eles vencem sempre...


(Todos em “crescendo”) - Ehhhhhhhhhh!!


(Refrão, 2X, coreografia, blah, blah.)



Gotas, gotas, eu quero gotaaaaaas...
Gotas, gotas, gotas a mi-iiiiiiiiiiiil!
Gotas, si-im, eu quero gotaaaaas!
Quero gotas, quié Bariiiiiiiiil!




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(Continua)



Arrotos do Porco:


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