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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


quinta-feira, abril 22, 2004

Estavas nua

Três dedos de conversa,
dois dias vestido de branco.
Trouxe a vida num embrulho e
encostei os olhos junto de ti,
contei os pintos e vi as vidas.
Tenho uma carta escrita,
tenho tudo para te a dar
Queria chamar-te ou ver-te
Dar-te um ramo de flores ou
uma música que trago só para ti.
Tentei telefonar sem ter os números
Não conheço a tua voz
mas reconheço-a em mim.
Três linhas e um frasco de gotas,
Uma pedra abandonada no caminho
Uma vaca que a chuta
Uma menina com o seu principe que a acarinha,
uma assinatura sempre mudada.
Um arco-iris no céu que trouxe um pranto de bebé,
Deuses gregos que descobriram as tripas e
um prontuário gramatical que as acompanha.
Os saltos altos que ecoam,
Uma vareta que aponta.
Peguei no pão com chouriço e dei-o a um poeta.
Abreviaturas de três letras,
Uma cerveja que na Irlanda não destoa.
A finura de um círculo que se fecha.
Uma gaita muitas vezes desaparecida.
A imaculada conceição
que de côr purpura o céu pintou.

Arrotos do Porco:


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