| quinta-feira, março 18, 2004 |
There’s no turning back.
Agora que deixei de ser a pessoa mais importante da minha vida, guardei a roupa de borracha, encostei a prancha, emprestei a PS2 e perdi a minha maior virtude: a capacidade de dormir oito, nove horas seguidas, dormir, dormir à parte da cama, do quarto, de mim. Nunca acordava, por maior que fosse o barulho, por pior que fosse o silêncio. Desde que o António nasceu, durmo assustado, sempre míope, mas agora com os óculos mais perto do que nunca, mas mais longe do que sempre, sempre que ouço uma tosse ou um soluço. Um pum. Ou um choro. O meu filho, em vez de cordas vocais, tem um subwoofer. O António tem pulmões de plutónio. E é lindo. Como a mãe.
Agora que deixei de ser a pessoa mais importante da minha vida, guardei a roupa de borracha, encostei a prancha, emprestei a PS2 e perdi a minha maior virtude: a capacidade de dormir oito, nove horas seguidas, dormir, dormir à parte da cama, do quarto, de mim. Nunca acordava, por maior que fosse o barulho, por pior que fosse o silêncio. Desde que o António nasceu, durmo assustado, sempre míope, mas agora com os óculos mais perto do que nunca, mas mais longe do que sempre, sempre que ouço uma tosse ou um soluço. Um pum. Ou um choro. O meu filho, em vez de cordas vocais, tem um subwoofer. O António tem pulmões de plutónio. E é lindo. Como a mãe.
Arrotos do Porco: