| quinta-feira, março 11, 2004 |
PUTA QUE OS PARIU MAIS O TERRORISMO
Sebastiao Salgado - Church Gate Station, Bombay, India, 1995
Por certo que nem me interessa saber quem o fez...pelo menos agora!
É de uma tal barbárie que não consigo admitir que o meu cérebro neste momento esteja ocupado a raciocinar sobre “quem o deverá ter feito”! Não quero que ele se emiscua no vírus da moda que contamina actualmente a nossa sociedade: o terrorismo!
Terrorismo pressupõe e implica isso mesmo...Terror!
Nenhuma outra palavra poderia adjectivar melhor, “aquilo” que um dia se poderia transformar a minha vida, caso alguém que me é próximo estivesse numa daquelas estações, calmamente a olhar para o horário de comboio, na esperança de chegar rapidamente a casa, e poder receber finalmente o meu abraço...no preciso momento em que, em nome de algo ou em prol de uma causa, decidissem num click, e de uma forma brutal, retirar-lhe aquilo que mais precisoso tinha: a vida! A dele e a minha...porque no meu corpo, só poderia restar o terror, caso isto acontecesse!
O mesmo que sinto hoje, numa percepção diferente porque são números! Números de mortos e feridos...
Mas se sentir e raciocinar melhor, constato que são pessoas! E o meu cérebro neste momento está preocupado “somente” com isso...com aqueles que já se foram em nome de algo, quando olhavam calmamente para o horário do comboio, na esperança de chegar rapidamente a casa, e poder receber finalmente o abraço dos seus...daqueles que hoje também viram as suas “vidas” transformadas em terror...para sempre!
Sebastiao Salgado - Church Gate Station, Bombay, India, 1995
Por certo que nem me interessa saber quem o fez...pelo menos agora!
É de uma tal barbárie que não consigo admitir que o meu cérebro neste momento esteja ocupado a raciocinar sobre “quem o deverá ter feito”! Não quero que ele se emiscua no vírus da moda que contamina actualmente a nossa sociedade: o terrorismo!
Terrorismo pressupõe e implica isso mesmo...Terror!
Nenhuma outra palavra poderia adjectivar melhor, “aquilo” que um dia se poderia transformar a minha vida, caso alguém que me é próximo estivesse numa daquelas estações, calmamente a olhar para o horário de comboio, na esperança de chegar rapidamente a casa, e poder receber finalmente o meu abraço...no preciso momento em que, em nome de algo ou em prol de uma causa, decidissem num click, e de uma forma brutal, retirar-lhe aquilo que mais precisoso tinha: a vida! A dele e a minha...porque no meu corpo, só poderia restar o terror, caso isto acontecesse!
O mesmo que sinto hoje, numa percepção diferente porque são números! Números de mortos e feridos...
Mas se sentir e raciocinar melhor, constato que são pessoas! E o meu cérebro neste momento está preocupado “somente” com isso...com aqueles que já se foram em nome de algo, quando olhavam calmamente para o horário do comboio, na esperança de chegar rapidamente a casa, e poder receber finalmente o abraço dos seus...daqueles que hoje também viram as suas “vidas” transformadas em terror...para sempre!
Arrotos do Porco: