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Vareta Funda

O blog dos orizicultores do Concelho de Manteigas


segunda-feira, fevereiro 02, 2004

PESCADINHA-DE-RABO-NA-BOCA

“Sem entrar em peixeiradas”, como alguém oportunamente uma vez me aconselhou, não deixo desta vez, e a propósito de uma expressão impertinente de me questionar com alguns adjectivos que, não acreditando serem proferidos qual pescadinha-de-rabo-na-boca, me levam a questionar sobre esta temática.

A propósito do facelift, e de toda a nova imagem que o Porco decidiu adoptar, obviamente que não faço qualquer tipo de considerações, até porque elas são proferidas com o cunho e gosto pessoal.
No entanto, e a propósito da nódoa que caíu no “babete de eleição” ( estas palavras são minhas ) do Porco, e porque sou um dos visados ( leia-se, que postou um parágrafo sobre a morte do “imigrante hungaro Fehér”), não deixo de tecer algumas considerações, após a frieza do espaço temporal de 7 dias.

Desta forma, e porque alguns dos “tratadores” foram “contaminados pela pieguice” e fizeram ”coro com a choraminguice nacional” relativamente à morte de alguém, realço que pieguice e choraminguice não são adjectivos que enquadro e encaixo com alguma facilidade, até porque, nem todos os entendem da mesma forma. Friso; sei que se trata de um blog “impertinente” e que, como assiduamente constato, esta expressão está enquadrada dentro de um contexto muito peculiar! Aproveito para acrescentar ainda, que é um motivo de orgulho, sermos um dos poucos blogs impertinentes.

Apeteceu-me escrever... após a morte do Feher. Não pela morte em si, não pelo jogador, nem pelo clube, não pela família....apeteceu-me, pela conjuntura expressa de ter sido obrigado a participar daquela morte ( e respectiva tentativa de auxílio ). Morte essa que não é de todo normal, nos parâmetros a que ( felizmente ) estou habituado a assistir, e que normalmente se procede porque a idade “o obrigava”. A inevitabilidade, a crueldade, a impotência, a frieza, a inexplicabilidade daquela morte, é que me levou a escrever um parágrafo sobre o assunto. Não pela onda de pieguice ou choraminguice que se alastrou posteriormente ( que entendo e respeito...), até porque na própria noite, me fui deitar sem saber se o jogador tinha de facto falecido. Não me revia na guerra de audiências ( que veio posteriormente a acontecer ) à custa de uma morte cruel. Não tinha obviamente que explicar isso num parágrafo...nem queria!

Tive porém ( e passo a confidenciar ) alguma curiosidade em verificar se os blogs com maior visibilidade, tinham escrito no próprio dia sobre o facto. No próprio dia é importante...porque a frio, tecer qualquer tipo de considerações, é de facto uma tarefa mais despropositada. Sem espanto, constatei que, ou ninguém vê futebol, ou o Benfica não tem mesmo 6 milhões de adeptos, ou então, morrer um jogador ( sem qualquer tipo de pancada, very-light, tiro, murro, etc. ) dentro do campo é um acontecimento perfeitamente normal no nosso planeta. Custa-me acreditar e pensar que, atrás dessa pescada-de-rabo-na-boca, poderia estar qualquer tipo de elitismo, ( que quanto a mim, é provincianismo ), sobre a regra do “nunca-escreverei-sobre-futebol”...porque, não era de facto futebol...era chuva, era morte...e foi isso que choraminguei. Sou de facto piegas e choramingão...mas à minha maneira!

P.s. – De acrescentar que, em nenhuma altura pensei naquele parágrafo, com qualquer tipo de “causa”. Causas no futebol é uma coisa que com a idade já aprendi a esquecer...como se veio a comprovar ontem, no mesmo estádio. Sob os mesmos olhares que viram há uma semana um homem estatelar-se no chão, sem hipótese perante o adversário “morte”, ontem sob a estupefacção desses mesmos olhos quiçá ainda em lágrimas, aconteceu uma outra batalha – campal -, com metade dos intervenientes que, minutos atrás estavam reunidos num minuto de silêncio, supostamente em redor de uma causa...

P.s.1 - Ontem, em conversa na SicNotícias, Pacheco Pereira ( já passou uma semana ), voltou a tecer duras críticas sobre a exploração da imagem de todo o processo da morte do jogador, como factor de aumento de audiências. Após uma semana, continua a ter uma opinião formada! Concordo em absoluto...agora!



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